Um filme modesto pode se tornar grande. A prova é "Pequena Miss Sunshine". Indicado para disputar 4 oscars neste ano: - Melhor Filme. - Melhor Roteiro Original. - Melhor Atriz Coadjuvante (Abigail Breslin). - Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin).
A produção de orçamento minúsculo cativa ao abordar temas pesados (adolescência problemática, fracasso profissional, homofobia, suicídio, desilusão amorosa e drogas) sem perder o senso de humor. Tudo graças a um elenco talentoso e bem dirigido, além de diálogos enxutos e precisos.
O longa é um "road movie". Uma família disfuncional atravessa o deserto, em uma kombi amarela com defeito, para levar a caçula até a Califórnia onde será disputado um concurso de beleza para crianças. No caminho, os dramas dos seis personagens se agravam, criando um clima de tensão e ânimos exaltados. Apesar da "lavagem de roupa suja" sobre quatro rodas, o filme alimenta a esperança de que a família Hoover, bem como a da platéia no cinema, tem chance de se entender e ficar unida.
Um dos motivos do sucesso de público e crítica de "Pequena Miss Sunshine" é a atriz-mirim Abigail Breslin, 10, que despontou no suspense "Sinais" (2002). A garota é um prodígio. Tomara que supere a maldição "Shirley Temple" e vire, quando adulta, atriz com a força visual de uma Drew Barrymore e Natalie Portman.
Outro motor do filme é o ator Steve Carell, que enverniza sua carreira após protagonizar o sucesso comercial de "O Virgem de 40 Anos" (2005), outra boa comédia com pretensão de defender o fim de padrões impostos de comportamento. Em "Pequena Miss Sunshine", Carell é o professor gay e suicida Frank, especialista na obra de Proust --uma piada para os mais eruditos. Não há caricatura na composição do personagem, que na trama exerce a função de pacificar a família.
Desde "Beleza Americana", vitorioso no Oscar de 1999, passando por "Traffic" (2000) e mais recentemente "Crash" (melhor filme de 2006) e "Transamérica", explorar as farsas e fragilidades do modelo de família perfeita --em drama ou comédia-- deixou de ser um filão restrito ao chamado "cinema independente", conceito cada vez mais débil diante da esperteza dos grandes estúdios de focar também seus negócios para "filmes de arte", fora do circuito.
Mesmo com essa maior busca por roteiros alternativos, fora da fórmula, "Pequena Miss Sunshine" sofreu tanto quanto seus personagens para chegar às telas. O roteirista Michael Arndt, estreante em longas, ouviu muito "não". Após o burburinho causado no festival de Sundance neste ano, o filme despertou interesse dos executivos da 20th Century Fox. O estúdio gastou uma ninharia estimada em US$ 10 milhões pelos direitos do filme.
Ou seja, a imagem da família empurrando a kombi não é à toa no filme dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, mais conhecidos por assinar clipes de bandas melancólicas nos anos 90 como Smashing Pumpkins. Se não se agarrase a um fio de otimismo no final da história, "Pequena Miss Sunshine" seria mais contundente ao mostrar a perversidade dos adultos em castrar a infância de seus filhos para realizar seus ideais de sucesso, fabricando uma geração de crianças plastificadas e pasteurizadas, tanto na beleza como nas atitudes para enfrentar seus conflitos.
Fonte: Aqui Comunidade no orkut dedicada ao filme:Clique aqui
Frase do dia.
Um dia seremos apenas um porta-retratos na estante de alguém, depois nem isso.
Bom pessoal, acabei tendo uns problemas de conexões com a internet e como resultado meu blog ficou um tempo inativo. Mas como tudo que volta, volta com vento e polpa, estou novamente mais uma vez aqui, e todos aqueles que vinham dizer um oi pra mim, um oi pra vocês também e que eu seje bem vindo novamente. Queria agradecer de coração a essas poucas pessoas que me visitam, porém sei que são verdadeiras, queria desejar um feliz 2007 em pleno carnaval para a Patrícia também, e dizer... melhor parar por aqui que já está parecendo arquivo do domingão do faustão. Obrigado Gente.
Quem teve a oportunidade de ver o dvd do Seu Jeorge e da Ana Carolina sabe do que se trata. É um belíssimo texto lido pela Ana de autoria de Eliza Lucinda e se chama Só de Sacanagem.
Com a paciência de Lenine.
Ultimamente tenho andado muito cansado. Não apenas fisicamente, embora seja esse o maior de todos, mas estou cansado do sempre o mesmo. Sempre o mesmo horário, sempre as mesmas pessoas, sempre a mesma novela, ultimamente só têm mudado de nomes, sempre as mesmas perguntas e consequentemente as mesmas respostas. Como um grande exemplo e o já batido, porém muito insistido, "Bom dia, como vai?". É explicitamente automático. Oi bom dia, como vai? Vou bem obrigado. Existem algumas variações mas a essência sempre é a mesma. Eu mesmo já me peguei respondendo sem mesmo pensar sobre a pergunta. Tente você ao ser indagado com tal questão pensar antes de responder. Pense sobre seu dia, sobre seu emprego, sobre sua família. Pense nos seus objetivos, quais alcançaram, quais quer alcançar e quais jamais alcançará. Pronto? Agora me responda: Bom dia, como vai? Escuto todos os dias pessoas me pedirem paciência, como se eu a tivesse para dar. Paciência é uma palavra legal, nos diz que devemos ficar sussegados quando tudo está indo por água a baixo. Paciência menino! É o que escuto sempre. Tá legal, paciência de hoje em diante. Nunca mais esquentarei a cabeça com a conta não paga, com o trabalho não concluído, com o atendimento não servido, com o ovo mal frito. Nunca mais discutirei política, futebol e mulher. Não vou mais gritar com o cara que resolveu trocar cento e cinquenta reais em moedas de cinco centavos no banco, enquanto eu esperava nem tão calmamente assim na fila. Paciência, palavra msgnífica. Pra fechar essa minha carta de desabafo semanal, resolvi que não adianta mais tentar concertar os outros. Tudo bem isso já foi dito, mas eu insistia constantemente a mudar hábitos alheios com toda minhas forças, nem preciso dizer que era em vão. De agora em diante concertarei apenas minha bicicleta, que é fácil, não tem gênio forte e vem com manual. Mas crianças jamais se esqueçam paciência acima de todas as coisas.
Ler devia ser proibido(texto integral).
LER DEVIA SER PROIBIDO Guiomar de Grammon
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido. Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos. Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação. Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais? Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido. Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas. Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro. Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade. O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura? É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um. Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos. Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil. Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida. Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3.
É difícil saber o que falar, mas enquanto nos preocupamos com o vestibular, com o capítulo de páginas da vida, ou mesmo com as contas que não conseguimos pagar, pessoas morrem. É isso mesmo! Incrível não é? Não, não é nada incrivel, apesar de premeditado-sim pessoas morrem como qualquer outro ser vivo-mas já não dá pra contar as piores maneiras que pessoas podem morrer. Um delas, uma das piores mortes, a mais cruel é aquela causada pela negligência, pela exclusão, aquela que só existe porque nos tornamos cegos. É aquela morte que só está aí porque esquecemos que não somos um só. Uma criança morre a cada três segundos devido a extrema miséria do mundo, como está publicado no site "www.ekincaglar.com". Se a sua memória não anda muito fresca, ou ainda anda com os olhos cerrados aqui vai um link que lhe abrirá um pouco a vista :
O mundo está doente e nós somos aquela mãe trancada na sala assistindo telenovelas enquanto seu filho morre.
Ao som de Pedras que cantam com Paulinho Moska e Zé Ramalho.
Hoje tem eleição, meu deus como odeio tudo isso. Dizem que é instrumento de democracia, dever, direito e o escambal. Mas na verdade isso é tudo uma ilusão muito bem preparada por ilusionistas midiáticos, idéias travestidas e mentiras que apesar de mal contadas enganam mais que qualquer outra. O pior é que isso não vai ter fim, eu tenho pelo menos mais umas trinta eleições, apoiado na expectiva de vida dos brasileiros, e eu sei também que serão os mesmos a escolher, a falta de opção é o que mais atormenta. Será que um dia poderemos votar realmente consciente, ou sempre escolheremos o menos pior? È acho que chega por hoje, afinal de contas tenho que mostrar meu dever como cidadão e fechar os olhos pra mergulhar.
Ler devia ser proibido. Assista o vídeo e entenda porque.
O youtube é mesmo uma mão na roda pra quem saber o que procurar. Você lembra daqueles desenhos da cultura que passavam no glub glub por volta de 1990, pois então encontrei muitos deles nesse site de compartilhamento de videos, abaixo alguns dos que eu mais gostava na época. O vovo Cornélio e As aventuras de morph.
Bem, fiquei um tempo fora, deletei todas as mensagens anteriores e voltei de vida nova, emprego novo e conexão nova. POis está bem, tentarei manter pelo menos uma atualização semanal, não por falta de assunto, graças a Deus, ou não, nesse país o que não falta é assunto para se descutir, quando pensamos estar saturado um tema, vem políticos, desastres de aviões, corinthians perdendo outra vez, todas fontes em potenciais dos mais numerosos papos de bar e butequim. Ok. Espero pelo menos que vos agrade os temas que eu abordarei.
Agradeço desde de já seu comentário. Você vai comentar, não vai?